Gosto de diversidade, originalidade, simplicidade e naturalidade. Gosto de coisas diferentes.
Gosto de fazer caretas, tirar fotografias, cantarolar, sorrir. Gosto de andar de baloiço, do céu estrelado, da minha almofada e do meu mp3.
Gosto de não complicar, não me chatear (muito menos com coisas tontas), de ter ideias novas e fazer as coisas à minha maneira.
Gosto de jantaradas, dançar, dar gargalhadas. Gosto de novidades, receber mensagens, conversas perdidas, descobrir e saber pormenores. Gosto de escutar.
Gosto da minha família, dos meus amigos, conhecer pessoas novas e encontrar gente simpática por aí. Gosto de ir à pendura no banco de trás do carro em vez de ser eu a motorista, conhecer sítios novos, perder.me por caminhos conhecidos.
Gosto de miminhos, cumplicidades, coincidências felizes... de surpresas.
Gosto de férias, tardes passadas na esplanada, caminhar, fazer compras à grande. Gosto de pulseiras, fios, malas, calçado, óculos de sol, roupa e tudo a fazer pendant.
Gosto de ficar em casa em dias de chuva a passear pela net, enrolar.me numa manta e ver um filme ou simplesmente dormir a sesta. Gosto de jogar aos países, à sueca, ao uno, ao monopólio. Gosto de chás, gelados, gomas, marisco, Martini com Frize de limão... Gosto de petiscar.
Gosto de peles bronzeadas, do sol, da praia, das noites quentes de verão. Gosto de pés descalços, do número 2, da palavra princesa e de um bom livro com uma boa historia. Gosto da luz de Lisboa, do arco.íris, de magia, de liberdade. Gosto de sentir a felicidade no ar.
Gosto de aprender a gostar
4 de fevereiro de 2008
17 de dezembro de 2007
Respirar recordações
Numa corrida fui buscar a caixinha prateada que impacientemente esperava por algo especial. Depois de tanto tempo, não podia deixar fugir a coragem de guardar tudo o que durante meses não fui capaz.
Aconcheguei as fotografias, os presentes, os sorrisos, os amuos, as memórias, os sonhos, o teu nome… e fechei.a.
Lentamente a brisa do amanhecer entrou pela janela entreaberta invadindo o quarto com o perfume que pensava também ter deixado fechado. Aquele que tantas vezes respirei fortemente como prova do que vivia era verdadeiro, que estavas lá, que era feliz. O perfume que mais uma vez foi capaz de desassossegar o meu coração, o teu.
Uma simples brisa não podia ter força para a reabrir. Não podia ser capaz de deixar fugir todas as memórias para onde sempre estiveram.
Aconcheguei as fotografias, os presentes, os sorrisos, os amuos, as memórias, os sonhos, o teu nome… e fechei.a.
Lentamente a brisa do amanhecer entrou pela janela entreaberta invadindo o quarto com o perfume que pensava também ter deixado fechado. Aquele que tantas vezes respirei fortemente como prova do que vivia era verdadeiro, que estavas lá, que era feliz. O perfume que mais uma vez foi capaz de desassossegar o meu coração, o teu.
Uma simples brisa não podia ter força para a reabrir. Não podia ser capaz de deixar fugir todas as memórias para onde sempre estiveram.
Não! A saudade não podia ser mais forte.
27 de outubro de 2007
Pequeno Universo
Acordei a achar que sou capaz de mudar o mundo! Um sorriso, um olhar, um pensamento... hoje a minha força interior não precisa de gestos.
Espero não oscilar com o tempo que se faz sentir do lado de fora da janela.
Sei que amanhã vais ser importante, para não dizer decisivo, no meu despertar. Mas espero (espero mesmo) um dia ter a força para mudar o meu pequeno mundo. Não ter que o adaptar ao teu para que possam, finalmente, moldarem.se, complementarem.se, fundirem.se e serem um só... O nosso universo.
Espero não oscilar com o tempo que se faz sentir do lado de fora da janela.
Sei que amanhã vais ser importante, para não dizer decisivo, no meu despertar. Mas espero (espero mesmo) um dia ter a força para mudar o meu pequeno mundo. Não ter que o adaptar ao teu para que possam, finalmente, moldarem.se, complementarem.se, fundirem.se e serem um só... O nosso universo.
31 de maio de 2007
Recomeço
Deixaste ficar o último adereço. A cor gasta mostrou.me a sua importância e o nosso futuro. (Porque nem isso foste capaz de me dizer!?)
Agora, sem pressa e com um brilho nos olhos, despeço.me de ti. Lentamente, desaperto todos os botões e, peça a peça, vais caindo, desaparecendo do meu corpo, da minha cabeça, do meu coração.
Sei que amanhã, quando me olhar ao espelho, estarei finalmente nua e pronta para recomeçar. Mas desta vez não deixo que ninguém me vista...
Agora, sem pressa e com um brilho nos olhos, despeço.me de ti. Lentamente, desaperto todos os botões e, peça a peça, vais caindo, desaparecendo do meu corpo, da minha cabeça, do meu coração.
Sei que amanhã, quando me olhar ao espelho, estarei finalmente nua e pronta para recomeçar. Mas desta vez não deixo que ninguém me vista...
Serei eu a criadora de todas as minhas peças.
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